2020 SUSTENTÁVEL

Por um 2020 sustentável! Se cada um de nós iniciarmos pequenas mudanças nos hábitos sabendo do poder de mudança que nossos atos têm, em pouco tempo conseguiremos implantar um novo modo de vida consciente e sustentável no mundo.

Todos por um mundo melhor para se viver.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

30 links interessantes sobre PRODUÇÃO MAIS LIMPA

1.

http://www.businessgreen.com


BusinessGreen é um site de negócios de Londres, que oferece às empresas as últimas notícias e melhores práticas de como se tornar ambientalmente responsável, sem que a empresa perca o foco de seu negócio. Eles oferecem muitas oportunidades de anúncios e patrocínios, como por exemplo a divulgação de vídeos curtos produzidos pelas empresas, sobre suas práticas sustentáveis. O site divulga eventos, possui enquetes, seções de dicas, colunas de debate e opiniões de especialistas


2.

http://www.youtube.com/watch?v=G3WTqK_XgKc

Reportagem sobre a descoberta de cientistas da Universidade de Rio Grande, para utilização de uma lama retirada do Porto de Rio Grande que pode ser usada para geração de energia. Essa lama era colocada fora, porém ela possui a presença da bactéria "micróbio elétrico", a qual, se armazenada em quantidade suficiente, permite a criação de uma usina energética, com capacidade de abastecer cidades do tamanho de Florianópolis.


3.

http://www.youtube.com/watch?v=fBptS_3xt78

Reportagem sobre uma pesquisa de alunas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso, que busca reduzir a quantidade de efluentes químicos, especialmente o sulfato de alumínio, usados na fabricação de tintas. O objetivo é a redução de custos e proteção do meio ambiente. Para a limpeza dos efluentes, o estudo propõe o uso de polímeros naturais, vindos da natureza, como o quiabo, por exemplo.


4.

http://www.jnjbrasil.com.br/reach/sobre.html


Link para o site da empresa Johnson & Johnson, apresentando a escova REACH ECO Essencial. Esta escova tem na sua composição o uso de material reciclado pré-consumo, ou seja, 40% do cabo é fabricado mediante o reaproveitamento de resíduos plásticos que sobravam da produção de outros produtos.


5.

http://www.youtube.com/watch?v=ciPkTz_KCSw


Link sobre uma empresa brasileira que aplica o conceito de P+L no seu processo de produção. Eles trabalham com pedras e granitos, os quais geravam um acúmulo de resíduos, que não eram reaproveitados. Hoje são utilizados para inúmeros fins, como fabricação de cimento.



6.

http://super.abril.com.br/superarquivo/2003/conteudo_288190.shtml


Link para o site da revista SuperInteressante, que mostra uma iniciativa do Consórcio Univias, fazendo o uso de tecnologia para o reaproveitamento da borracha de pneus descartados para a produção de asfalto. Além de trazer mais economia, resolve um grave problema ambiental, já que o tempo de vida de um pneu é de 300 a 400 anos.



7.

http://www.youtube.com/user/RecicleSeuSurf


Um grupo de amigos se juntou para fazer a primeira prancha de surf de garrafas pet do Brasil, utilizando apenas várias garrafas e uma cola caseira, bem resistente. Este vídeo é uma ação com o intuito de mostrar que, com criatividade e pouco dinheiro, pode-se reaproveitar o lixo, criando algo útil e divertido.


8.

http://www.bnb.gov.br/content/aplicacao/Meio_Ambiente/Acoes/gerados/producao_mais_limpa.asp?idTR=meioambiente


Link para uma página no site do Banco do Nordeste, que apresenta um Projeto de Produção mais Limpa. Seu objetivo é patrocinar a instalação de Núcleos de Tecnologias Limpas, formar consultores em Produção mais Limpa, disseminar os conceitos e financiar projetos de tecnologias limpas aos empresários nordestinos.


9.

http://www.cebds.org.br/cebds/eco-pmaisl-conceito.asp


Link para uma página que trata sobre P+L, no site do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). Fundado em 1997, o CEBDS é uma coalizão dos maiores e mais expressivos grupos empresariais do Brasil, cujo desafio é criar condições no meio empresarial e nos demais segmentos da sociedade para que haja uma relação harmoniosa entre as três dimensões da sustentabilidade: econômica, social e ambiental.


10.

http://www.mesaproducaomaislimpa.sp.gov.br/

Fórum sem fins lucrativos, criado em 2001, formado por mais de 1000 associados, com âmbito multi-setorial, com participação aberta e voluntária, conduzida por pessoas interessadas em tornar a Produção Mais Limpa um instrumento importante para a produção e o consumo sustentáveis de bens e serviços, bem como contribuir para o aumento da satisfação de todas as partes interessadas da sociedade, através do uso das estratégias e meios proporcionados pela Produção Mais Limpa.



11.

http://www.ted.com/talks/view/id/547

Ray Anderson é dono da empresa Interface, empresa americana fabricante de carpetes, que se destaca devido ao forte apelo para a sustentabilidade e emissão zero (ZERO IMPACTO). Eles buscam eliminar os impactos negativos que sua indústria causa ao meio ambiente. Ray aumentou as vendas e dobrou os lucros ao revolucionar o tradicional sistema industrial de "extrair / fabricar / desperdiçar". De forma gentil e humilde, compartilha uma poderosa visão para o comércio sustentável.



12.

http://www.clickpb.com.br/artigo.php?id=20101019010200&cat=paraiba&keys=centro-producao-limpa-paraiba-referencia-internacional


Centro de Produção da Paraíba é referência internacional, graças ao trabalho de consultoria que vem sendo realizado pelo CEPIS (Centro de Produção Industrial Sustentável), cuja sede é em Campina Grande. A criação do CEPIS é fruto de um convênio entre o SEBRAE (PB) e a Secretaria Federal de Economia da Suíça, país que é referência mundial na tecnologia de P+L.


13.

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/california-reducao-emissao-poluentes-proposta-23-lei-ar-limpo-607175.shtml


Link que apresenta matéria sobre a intensa campanha do governador da Califórnia (EUA), Arnold Schwarzenegger, que conseguiu que 57,5% dos californianos votassem contra a Proposta 23, a qual pretendia dificultar a implantação da Lei do Ar Limpo, que previa a redução de 25% das emissões de gases do efeito estufa na Califórnia até o ano de 2020.


14.

http://carros.wordpress.zap.com.br/ultimas-noticias/salao-de-sp-mitsubishi-i-miev-20101029/


Lançamento do primeiro carro elétrico de produção em massa da Mitsubishi. Por ser elétrico, o veículo não utiliza combustível fóssil, o que o difere da intensa maioria dos carros em circulação hoje no mundo.


15.

http://www.ted.com/talks/eben_bayer_are_mushrooms_the_new_plastic.html


O designer de produtos Eben Bayer revela sua receita para uma nova embalagem, com base no uso de fungos, que protege materiais frágeis, como móveis, TVs de plasma, etc. É uma embalagem que pode vir a substituir o plástico.


16.

http://www.ted.com/talks/view/id/614

Biomimetismo é um dos pilares do Capitalismo Natural, e consiste em, através da observação da natureza e do comportamento dos animais, descobrir formas de produzir, construir e solucionar problemas aprendendo como a natureza faz. O link mostra palestra muito interessante de Janine Benyus sobre este assunto.


17.

http://www.zeri.org.br/

Site da Zero Emissions Research & Initiatives (ZERI), uma rede global de mentes criativas que procuram soluções para os desafios mundiais. A visão comum compartilhada pela família ZERI encara os resíduos como recursos e busca, de forma compartilhada, construir soluções inspiradas nos princípios que a Natureza utiliza em seu processo evolutivo. O conceito de Emissões Zero representa o entendimento de que todo e qualquer resíduo de um processo deverá constituir-se em insumo de um outro processo, num encadeamento capaz de agregar valor em todas etapas e trocas.


18.

http://www.triplepundit.com/about/

Triple Pundit é uma empresa online, para a comunidade empresarial, que cultiva o entendimento e compreensão dos três pilares: pessoas, planeta e lucro, ou melhor, economia, ecologia e sociedade. Eles oferecem uma cobertura especial e grupos de discussões sobre negócios sustentáveis no século 21.


19.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI172790-15228,00-EMPRESAS+LIDERES.html


Link que apresenta relação das 10 Empresas Líderes em Políticas Climáticas. As empresas atentas às transformações do clima trazem benefícios para toda a sociedade e para seus negócios. Lançar à atmosfera uma quantia menor de gases causadores do efeito estufa ajuda a combater o aquecimento global. Mas podem-se obter diversas outras vantagens, porque uma operação remodelada para se tornar ambientalmente mais responsável tem potencial para reduzir custos com material, eletricidade, combustível e, assim, aumentar a rentabilidade.



20.

http://www.elsevier.com/wps/find/journaldescription.cws_home/30440/description#description


O Journal of Cleaner Production serve como um fórum internacional e interdisciplinar para a troca de informações e resultados de pesquisas sobre tecnologias e conceitos que visem ao progresso em direção a sociedades sustentáveis. O jornal encoraja a inovação nas indústrias e em novos produtos, com implementação da produção mais limpa nos seus processos. Estimula também o desenvolvimento de políticas governamentais e programas educacionais que explorem este tema.



21.

http://blogln.ning.com/profiles/blogs/geracao-de-energia-ajuda-na


Matéria que analisa o Balanço Energético Nacional de 2008, segundo o qual o país poderia gerar energia por meio da conversão do lixo em calor. O Brasil produz lixo suficiente para alimentar uma usina cuja capacidade seria de 5000 MW (mais da metade do que a Usina de Itaipu consegue gerar hoje), ou seja, há um potencial energético imenso a ser explorado, fazendo-se o uso do lixo produzido pelos brasileiros - cerca de 1,1kg por dia.



22.

http://www.ted.com/talks/view/id/213


Palestra de Jaime Lerner, ex-Prefeito de Curitiba, sobre o papel das cidades na busca pelo desenvolvimento sustentável. O que faz a diferença não são os green buildings ou os novos materiais, mas sim a concepção e o design da cidade. A solução não é a ISO 14001, a ecoeficiência ou a produção mais limpa, mas sim uma completa visão sustentável da atividade.


23.

http://www.silvaporto.com.br/blog/?p=252

Texto que busca diferenciar Produção Mais Limpa e Produção Limpa. A principal diferença seria que a P+L busca reduzir o impacto ambiental do processo produtivo, não sendo necessariamente sustentável. É preciso avaliar os processos produtivos sob a ótica da sustentabilidade para distinguir se ele está apenas sendo melhorado ou se está realmente reduzindo os impactos ao meio ambiente.


24.

http://www.slideshare.net/carinaestevess/capitalismo-natural-e-produo-mais-limpa-final

Apresentação de alunos de Administração da UFRGS sobre o tema Produção mais Limpa, visando responder o o que este conceito significa, quais suas vantagens, quais os objetivos ao implantar a P+L em uma empresa e os benefícios por ela proporcionados. Há ainda estudos de caso para ilustrar a questão.


25.

http://2020sustentavelcapitalnaturalepmaisl.blogspot.com/2010/05/barreiras-na-implementacao-da-pmaisl.html

Existe uma grande relutância para a prática de PmaisL. Os maiores obstáculos ocorrem em função da resistência à mudança; da falta de informação, e por questões econômicas. Essas barreiras impedem a visualização dos benefícios do programa, tanto para as empresas como para toda a sociedade (...)



26.

http://2020sustentavelcapitalnaturalepmaisl.blogspot.com/2010/05/capitalismo-natural-um-novo-conceito.html


Texto que trata sobre o Capitalismo Natural, o qual pode ajudar a suplantar a escassez de trabalho, esperança, segurança e satisfação, atuando sobre sua causa comum - o desperdício de recursos, dinheiro e mão-de-obra. O capitalismo natural absorverá o capitalismo industrial, unindo objetivos ecológicos e econômicos, e premiando as empresas que conseguirem atingir os dois.



27.

http://2020sustentavelcapitalnaturalepmaisl.blogspot.com/2010/05/estudo-de-caso-na-borusi-industria-e.html


Case de uma empresa brasileira que trabalha com borracha e após a implantação da P+L passou a gerar menos resíduos, pois aplicou uma técnica simples, que custou apenas R$ 500,00, no seu processo produtivo. As rebarbas geradas passaram a ser aproveitadas em outras peças menos nobres, reduzindo significativamente a quantidade de material colocado fora.


28.

http://www.terracycle.com.br/


Site da empresa Terracycle, que faz a transformação de embalagens usadas em novos produtos. Ela funciona com o patrocínio e apoio de empresas que tem interesse em reciclar suas embalagens e ter sua marca divulgada, e de pessoas, escolas, igrejas, que colaboram enviando embalagens usadas para a TerraCycle, a qual vende os novos produtos para os varejistas, que vendem para o consumidor final. Como resultado, tem-se uma redução importante da quantidade de lixo produzido.


29.

http://2020sustentavelcapitalnaturalepmaisl.blogspot.com/2010/04/projeto-producao-mais-limpa-fiesp-e.html


Vídeo onde o presidente da FIESP palestra para alunos de Universidade paulista sobre a importância da Produção mais Limpa e da conscientização dos estudantes acerca deste tema. A questão chave é que as empresas precisam logo começar a produzir de modo menos danoso ao meio ambiente.


30.

http://www.portalempresarial.com.br/data/Pages/LUMIS1593352DPTBRIEGUEST.htm


Site do Portal Empresarial, com uma página destinada ao anúncio de venda de resíduos sólidos gerados por empresas que têm interesse em comercializa-los para outras empresas. É como se fosse um classificados, dividido por Estados brasileiros, para facilitar o contato, a compra e o transporte dos mesmos.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Administração verde é crucial

Empresas devem se adiantar, diz presidente do Carbon Disclosure Project (CDP)

As empresas que não medirem suas emissões de carbono correm o risco de perder suas vantagens competitivas e parecerem "que não sabem o que estão fazendo", disse o presidente do Carbon Disclosure Project (CDP). O CDP é uma ONG baseada em Londres, que tem a maior base mundial de dados corporativos sobre a mudança do clima.

Falando numa palestra sobre o carbono e o futuro da administração dos negócios, anteontem, Paul Simpson enviou uma forte mensagem a empresas que atualmente não medem suas pegadas de carbono - esta informação se tornará a norma na próxima década, e quem agir primeiro colherá os benefícios.

"Do ponto de vista dos negócios e dos investimentos, a mudança do clima é realmente a primeira revolução industrial já prevista", ele disse. "Sabemos que temos de mudar mas não sabemos quando, quão rápido e com quais tecnologias. As empresas que puderem prever isto serão os vencedores na nova economia. E as que não conseguirem entender serão as perdedoras".

Simpson reconheceu que algumas empresas enxergam o processo de prestar contas sobre suas emissões de carbono como uma carga adicional, mas ele alertou que investidores e o público estão cada vez mais exigindo que elas façam isto.

As empresas podem perder contratos por não ter metas de emissão e planos para cortar carbono, mas aquelas que tiverem serão mais populares junto a investidores, ele afirmou, de acordo com o Business Green.

"Em 2002 trabalhávamos com 35 investidores institucionais com ativos de U$ 4.5 trilhões. Hoje são mais de 500 investidores, com ativos de U$ 60 trilhões. Mais da metade do dinheiro investido no mundo está pedindo a companhias no qual investe que revelem este tipo de dados."

No ano passado, disse ele, 95% das empresas listadas entre as maiores pelo jornal Financial Times estavam medindo e reportando suas emissões de carbono. "Se você não fizer isto, há um risco competitivo real. Você vai ficar na posição de parecer não saber o que está fazendo?"

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Lama que pode gerar energia!

http://www.youtube.com/watch?v=G3WTqK_XgKc

Link de uma reportagem sobre a descoberta de cientistas da Universidade de Rio Grande, de utilização de uma lama retirada do Porto de Rio Grande para geração de energia. Essa lama era colocada fora, mas ela possui a presença da bactéria "micróbio elétrico", a qual é a responsável pela geração da energia.
Uma usina seria criada, com capacidade de abastecer cidades do tamanho de Florianópolis.

P+L - Indústria de Tintas

http://www.youtube.com/watch?v=fBptS_3xt78

Link de uma reportagem realizada na empresa brasileira Lobo Tintas, que faz o uso de polímeros naturais para limpeza dos efluentes advindos da sua produção.

Escova de dentes ECO


http://www.jnjbrasil.com.br/reach/sobre.html
Link para um site de uma empresa conhecida que faz reaproveitamento de resíduos plásticos para fabricação de uma linha de escova de dentes ECO.

Indústria brasileira que aplica P+L

http://www.youtube.com/watch?v=ciPkTz_KCSw

Link sobre uma empresa brasileira que aplica o conceito de P+L no seu processo de produção. Eles trabalham com pedras e granitos, os quais geravam um acúmulo de resíduos, que não eram reaproveitados. Hoje são utilizados para inúmeros fins, conforme vídeo.

Capitalismo Natural

Entenda o que é o Capitalismo Natural:



Conceito de P+L e a visão de Desperdício

Histórico da P+L:
Conceito de P+L:
Como a Produção Enxuta e a Produção Mais Limpa enxergam o conceito de Desperdício:

Entendendo a P+L

Objetivos e vantagens da P+L:


P+L e os Produtos:
Reduzir, Reutilizar e Reciclar!

P+L

Aprenda mais sobre ECOPROFIT:

Etapas para implementar a P+L:



Diferença entre P+L, Produção em Massa e Produção Enxuta:

P+L e Capitalismo Natural

Aprenda mais sobre a P+L e as indústrias de bebidas:



Vídeo P+L e Capitalismo Natural

Aprenda mais sobre a Rede de Produção Mais Limpa:

Exemplos práticos de aplicação da P+L nas empresas:








domingo, 28 de novembro de 2010

Apresentação completa

Depois de muito tempo aprendi como se grava os slides em vídeo, então segue apresentação do grupo da turma C.

video

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A emergência do conceito de Arquitetura Sustentável

Após sofrer algumas mudanças e a inserção/absorção de diversos parâmetros em seu conceito, a Arquitetura Sustentável é consolidada e ganha lugar de destaque em discussões de todo o mundo.

Com a difusão do conceito de Desenvolvimento Sustentável e à medida que crescia a consciência sobre o esgotamento dos recursos naturais, muitos estudos foram realizados com o intuito de mapear os grandes vilões da temerosa insustentabilidade ambiental, um dos grandes responsáveis pela geração de impactos ambientais negativos. De acordo com Lemos (2005), no panorama de impactos ambientais, a indústria da construção civil aparece como responsável pela extração de aproximadamente 20% dos recursos naturais e como um gerador potencial de poluições atmosférica e residual.

Miguel Aloysio Sattler (2003) classifica os impactos determinados pela indústria da construção civil em dois tipos: impactos durante a fase de produção da construção (extração, processamento e distribuição de produtos), considerados de maior interferência no ambiente; e impactos durante a fase de utilização da construção (aplicações no local, desenvolvimento da vida no local e disposição dos produtos correspondentes). Na tentativa de equacionar tais impactos, surge em 2003, o conceito de Construção Sustentável, definido como: “conjunto de estratégias de utilização do solo, projeto arquitetônico e construção em si que reduzem o impacto ambiental e visam a um menor consumo de energia, à proteção dos ecossistemas e mais saúde para os ocupantes” (ADAM, 2001, p.24).

Inevitavelmente, em associação com o conceito de construção sustentável, surge o conceito de arquitetura sustentável, pois, como afirma Corbella (2003, p.8): “o arquiteto, sem desprezar o belo e a plasticidade das formas, [teve que] forçosamente reencontrar o meio ambiente, cujo equilíbrio é de fundamental importância para a sobrevivência da espécie humana na Terra”.

Após sofrer algumas mudanças e a inserção/absorção de diversos parâmetros em seu conceito, a Arquitetura Sustentável é consolidada e ganha lugar de destaque em discussões de todo o mundo. As muitas frentes de discussão sobre o assunto enveredam por aspectos econômicos, sociais e ambientais. Uma conceituação atual, abrangente e muito bem recebida pelos estudiosos da Arquitetura Sustentável é dada por Mülfarth (2003, p.31): “uma forma de promover a busca pela igualdade social, valorização dos aspectos culturais, maior eficiência econômica e menor impacto ambiental nas soluções adotadas... garantindo a competitividade do homem e das cidades”.

Outro conceito de arquitetura sustentável é fornecido por Corbella (2003 p.17) que a define como sendo a concepção e o desenvolvimento de edificações que objetivem “o aumento da qualidade de vida do ser humano no ambiente construído e no seu entorno, integrado com as características de vida e do clima locais, além da redução do uso de recursos naturais”. Já de acordo com Steele (1997, p.11), a arquitetura sustentável “consiste na produção de uma edificação que se adapte ao clima, à iluminação, ventilação e topografia, tirando proveito das condições naturais do lugar reduzindo o desperdício energético”. Para a Ecoplano (2006), por sua vez, a arquitetura sustentável é aquela que considera o uso, a economia e a racionalização/eficiência de recursos, o ciclo de vida do empreendimento e o bem estar do usuário, reduzindo significativamente, ou até eliminando, possíveis impactos negativos causados ao meio ambiente e a seus usuários.

Apesar da aparente homogeneidade de conceitos, a nova tendência mundial de arquitetura não pode ser vista como homogênea, pois em seu processo de amadurecimento e disseminação, surgiram algumas discordâncias teóricas que induziram a formação de duas posturas: a ecocentrista, que valoriza essencialmente o mundo natural e iniciativas individuais de transformação na relação homem/natureza; e a tecnocentrista, que defende uma arquitetura baseada na máquina, esta supostamente capaz de solucionar os possíveis problemas ambientais (FOLADORI, 2001).

Dessas posturas, importantes movimentos surgiram, sendo a Green Architecture, ou Arquitetura Verde, o mais difundido e utilizado, pois, fugindo de radicalismos, visa a conciliar a tradição histórica e as possibilidades modernas, em especial através da aplicação de tecnologias “limpas” e recursos renováveis (WINES, 2000). Paulatinamente e de forma isolada, uma parcela dos projetos arquitetônicos, tanto novos quanto retrofits (reformas), passa então a ser desenvolvida sob a ótica da sustentabilidade, estabelecendo padrões de sustentabilidade humana e ambiental, introduzindo novas tecnologias de menor impacto e reutilização de matérias-primas envolvidas (SECOVI, 2001).

Surgem então, na primeira década do século XXI, as edificações denominadas Green Buildings, ou Edifícios Verdes, empreendimentos nos quais os impactos ambientais gerados no projeto, na construção e na operação do edifício são minimizados sem interferir no atendimento das necessidades dos usuários (SILVA, 2000). Nesses empreendimentos, a preocupação com a sustentabilidade está presente desde a fase projetual até a utilização da edificação pelos usuários. Isso é de suma importância de acordo com Menegat (2004), pois segundo ele, não se pode restringir a busca de sustentabilidade das edificações apenas àquilo que concerne ao impacto ambiental e imediato da edificação no meio ambiente, mas também devem ser considerados todos os aspectos sociais, econômicos, culturais e políticos envolvidos a curto, médio e longo prazo. Segundo Silva (2000), o conceito dos Green Buildings está em concordância com as instruções de Menegat e contempla as várias esferas da sustentabilidade, ou seja, as dimensões social, econômica e ambiental, que constituem o tripé do desenvolvimento sustentável.

A expressão Green Building passa a ser adotada de forma a englobar todas as iniciativas dedicadas à criação de construções que utilizassem os recursos de maneira eficiente, promovessem conforto, tivessem vida útil ampliada e fossem adaptáveis às mudanças de necessidades dos usuários. De acordo com Menegat (2004), os benefícios das construções sustentáveis podem ser classificados em estratégicos (evitam riscos e danos ambientais, além de aumentarem o valor do imóvel), operacionais (garantem a economia de custos e consumos durante a fase de construção) e econômicos (tornam os empreendimentos mais atraentes, o que garante um maior valor agregado, além de reduzirem os custos de operação e manutenção).

HUMANAE. Revista Eletrônica da Faculdade de Ciências Humanas ESUDA (ISSN 1517-7606). http://www.esuda.com.br/revista_humanae.php. VIEIRA, Luciana Alves; BARROS FILHO, Mauro Normando Macêdo. A emergência do conceito de Arquitetura Sustentável e os métodos

Planeta passa longe de meta climática para limitar aquecimento global a 2ºC



Se tudo der certo e todos os países fizerem o máximo para conter emissões de carbono nos próximos anos, o mundo ainda estará longe de cumprir a meta de limitar o aquecimento global a 2ºC.

O quão longe acaba de ser calculado por um grupo internacional de cientistas: 5 bilhões de toneladas de gás carbônico estarão “sobrando” na atmosfera em 2020.

Ou seja, para cumprir o que se comprometeram a fazer na conferência do clima de Copenhague e evitar um possível aquecimento descontrolado da Terra, os países não apenas teriam de endurecer suas metas de corte de emissão como ainda precisariam desligar todo o sistema de transporte do globo.

O recado foi dado nesta terça-feira (23) pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), num relatório intitulado “The Emissions Gap” (“A Lacuna das Emissões”).

O documento será entregue em Helsinque à chefe da Convenção do Clima da ONU, Cristiana Figueres.

Seus autores passaram seis meses avaliando 223 cenários de emissões de CO2 construídos a partir das metas voluntárias de corte de carbono propostas por vários países no Acordo de Copenhague, o pífio documento que resultou da conferência.

O resumo da ópera é que, se a humanidade quiser ter 66% de chance de manter o aquecimento global abaixo de 2ºC no fim deste século, o nível global de emissões em 2020 terá de ser de 44 bilhões de toneladas de CO2 equivalente – ou seja, a soma de todos os gases-estufa “convertidos” no potencial de aquecimento do CO2.

Se nada for feito, as emissões podem chegar a 56 bilhões de toneladas em 2020. “Isso elimina a chance dos 2ºC, e pode nos colocar no caminho de 5ºC de aquecimento em 2100″, disse à Folha Suzana Kahn Ribeiro, pesquisadora da Coppe-UFRJ, uma das autoras do relatório.

Sem solução – A implementação estrita do acordo também não resolve: as emissões globais cairiam para 52 bilhões de toneladas, ainda uma China de distância da meta de 2ºC.

Por “implementação estrita” os pesquisadores querem dizer duas coisas. Primeiro, as nações estão contando duas vezes emissões cortadas na área florestal. Se um país pobre planta florestas para vender créditos de carbono a um país rico, a dedução deveria estar apenas na conta do país rico. Mas costuma estar na de ambos.

“Na própria lei brasileira do clima está escrito que as reduções de emissão podem ser obtidas por MDL [venda de créditos de carbono para nações ricas]“, diz Ribeiro.

Outro ponto espinhoso é a venda de créditos em excesso por países como a Rússia, cujas emissões já são menores que as metas de Kyoto. O país ficou com créditos sobrando. (Fonte: Claudio Angelo/ Folha.com)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pneus que viram asfalto...

Uma iniciativa do Consórcio Univias comprova que a tecnologia de reaproveitamento de pneus descartados pode ser adaptada à realidade brasileira. Além de trazer mais economia, resolve um grave problema ambiental.


Brasil descarta anualmente mais de 30 milhões de pneus velhos em lixões, depósitos, quintais de casas e outros lugares improvisados, como beiras de rios e matas. Uma solução simples, mas eficiente, aplicada pelo Consórcio Univias pode mudar completamente essa realidade: transformar a borracha dos pneus em asfalto. A tecnologia existe no Estados Unidos, na Europa e na África do Sul desde 1960, mas chegou ao Brasil em 2001. O chamado asfalto-borracha utiliza em sua composição a borracha de pneus sem condições de rodagem. O primeiro quilômetro testado usou 750 pneus de carro e provou que essa é uma alternativa não somente mais econômica para a Univias, responsável pela concessão de 992 quilômetros de estradas no Rio Grande do Sul, mas um ganho de valor incomensurável para o meio ambiente.

"Se 10% das estradas pavimentadas do Brasil fossem recuperadas com a borracha de pneu, mais de 16 milhões deles teriam destino certo", diz o engenheiro Paulo Ruwer, coordenador do projeto da Univias. Sem falar na economia de 120 mil toneladas do asfalto propriamente dito, o derivado do petróleo usado para pavimentação de estradas. O grande problema dos pneus é que a sua principal matéria-prima, a borracha vulcanizada, não se degrada facilmente no meio ambiente: são necessários de 300 a 400 anos para que se decomponha. Se queimado a céu aberto, o pneu é altamente poluente, pois libera dióxido de carbono e enxofre. Pneus ao relento também são prejudiciais para a saúde pública, uma vez que acumulam água e, conseqüentemente, tornam-se lugar perfeito para a proliferação do mosquito da dengue.

Para composição do asfalto-borracha, os técnicos usam o pneu triturado bem fino. O pó de borracha é, então, misturado ao asfalto e, depois, são acrescentadas britas. Está pronto o asfalto ecológico, como o material ficou conhecido. A receita pode parecer simples, mas não havia no mercado do Rio Grande do Sul quem trabalhasse com a trituração da borracha de pneu, tampouco quem, em seu processo produtivo, adicionasse o pó de borracha no asfalto. Foi preciso que empresas que trabalham com a fabricação de asfalto, como a Greco, e com a trituração de derivados de borracha, como a Microsul, deixassem de lado sua produção padrão por alguns dias para trabalhar com a borracha de pneu, um material completamente novo para elas. "Investi para provar que esse mercado pode e deve existir", diz Daniel Puffal, dono da Microsul.

A parceria culminou na aplicação do asfalto borracha no trecho de 1 quilômetro da BR-116, em 2001, e foi o teste final para o novo produto. Desde então, a Univias já restaurou 17 quilômetros e se prepara para expandir o projeto.


Produção Mais Limpa Volkswagen

A empresa Volkswagen decidiu trocar o óleo usado nos sistemas de ar comprimido de 800 máquinas de sua fábrica em Taubaté, em São Paulo, por óleo vegetal biodegradável. E pretende ampliar o uso para outras 1 500 -- apesar de o produto custar o dobro do óleo convencional. A iniciativa, segundo os executivos da Volks, ajuda a reduzir o risco de ter a marca associada a acidentes ambientais. Isento de produtos tóxicos, o óleo é naturalmente absorvido pelo meio ambiente.

domingo, 21 de novembro de 2010

Recicle seu Surf

Achei um vídeo com uma iniciativa muito legal de reutilização de lixo para a prática de esporte!!

Iniciativa como essas fazem toda diferença.

RecicleSeuSurf 1 videos